Crianças no ambiente de loja, uma oportunidade de Crescimento

É cada vez menor a taxa de natalidade brasileira, as poucas crianças que nascem tem grande importância e participação na decisão de compra das famílias. O mercado mudou, e são as crianças o novo shopper dos supermercados, prontos para escolher e influenciar a compra dos pais. As lojas estão preparadas para receber esse comprador?

É desafiador, mas a princípio as crianças são identificadas como as que atrapalham a compra dos pais, mas elas são na verdade as aliadas para que venda mais. É por isso que temos visto uma explosão de ações realizadas pelos fornecedores para colaborar com a venda no ponto de loja.  

Ao receber as crianças no seu ambiente de loja, elas estão prontas pra enfrentar o novo, encontrar tudo o que elas querem em um só lugar. A observação é o primeiro exercício praticado por elas, onde existe a interação e o contato com todos os seus sentidos. Todos nós já presenciamos a segunda prática, que é a de pedir. A exposição dos produtos passa a ser o convite para que desperte no comprador o estímulo de ter o mesmo produto anunciado na TV. A criança quando financeiramente depende dos pais não seleciona por preço, e sim pelo estímulo. Diferente da criança na terceira prática, que ao receber algum dinheiro compreende que o supermercado é um ambiente de troca. Os produtos e sua disposição, levando em conta o lay-out e as embalagens dos produtos, passam a estar de acordo com a necessidade e o seu desejo.  Isso não quer dizer que os pais vão deixar de opinar na compra das crianças, somente na adolescência a independência desenvolve por completo.

Satisfazer esse comprador hoje permite que ele seja fiel à sua loja. Com a facilidade de estudos e trabalho na cidade e região, os filhos continuam morando mais tempo com os pais e colaboram na compra da família. Agradar a necessidade hoje das crianças para manter fiel pra sempre é o fator importante para os supermercadistas.

Evite rupturas, sua gôndola tem o mesmo poder do comercial de TV. Observe a necessidade dos pais, se é preço ou marca, e se coincide com o que a criança está querendo. Se é inviável para o supermercadista uma oferta na TV, não deixe que isso seja um empecilho para a comunicação. Trabalhe então com ações no ambiente de loja, se é a marca, cores e sentidos que despertam estímulos no shooper a dica é, através de oficinas, degustação, fantoches, concursos entre outros, você agrada a criança hoje e mantém ela fiel.

Os supermercadistas estão prontos para influenciar o comportamen
to do shopper, e não apenas comprar, e isso passa exigir mudança na nossa forma de trabalhar. A começar quando olhamos para os pequenos consumidores como oportunidade de crescimento e fidelização.

Henrique Lourenço Pena

Atitudes e ações proativas de liderança

1- Participar efetivamente da montagem do time

A composição da equipe é um momento crucial e por isso é imprescindível que o líder participe dessa elaboração. È necessário que o candidato ao ingresso na empresa seja estudado e analisado do ponto de vista não só técnico, mas também comportamental. Essa tarefa deve ser realizada pelo RH em conjunto com as lideranças de cada setor.

2- Conhecer o perfil de cada integrante da equipe
Para a melhor resolução de conflitos, o líder deve ter conhecimento sobre o perfil de cada integrante de sua equipe. Entender como cada pessoa age e reage a intervenções e imposições. Ter essa postura contribuirá para que a liderança seja realizada de forma mais humana e compreensiva, visto que o líder terá mais informações sobre os aspectos psicológicos de cada pessoa.

3- Administrar conflitos internamente
Um dos papeis fundamentais do líder é o de proteger seus liderados e dar suporte para que os mesmos trabalhem de forma leve e agradável. No dia-a-dia de uma empresa e natural que exista conflitos entre as pessoas. Para tanto, um bom líder deve ter a sensibilidade de administrar cada problema conforme o perfil dos envolvidos. Nunca devemos padronizar a gestão de pessoas, pois cada situação exige uma visão diferente. A regra de ouro desse quesito é simples, proteger os liderados de situações desconcertantes e constrangedoras. Manter discrição e sigilo nas relações pessoais e profissionais da equipe faz de um líder um companheiro, um porto seguro a todos dentro da empresa. Exemplos práticos: 
a) Evitar comentários negativos referentes à equipe
b) Manter discrição e sigilo no que se refere às dificuldades e limitações de cada membro da equipe
c) O líder não é ouvinte e muito menos locutor da rádio peão. Fuja de conversas de corredor.

4- Saber quando e como delegar funções corretamente
A ansiedade excessiva pelo resultado faz com que os líderes muitas vezes centralizem as ações. O acúmulo de funções gera estresse e frustação. Trabalha-se em equipe por um motivo básico, cada pessoa é detentora de uma habilidade distinta, diante disso, se ganha em estímulo o líder que explora os pontos fortes de cada integrante da equipe. Delegue funções às pessoas com perfil para a realização de cada tarefa e não se esqueça de supervisionar sempre.

5- Capacidade de planejamento
Para cada 10 minutos de planejamento economiza-se 1 hora de execução. O briefing (coleta de informações) é um momento estratégico que exige toda a atenção e visão das lideranças. Envolva a equipe nesse momento, explore a capacidade, a inteligência e as opiniões de cada integrante do time. Coloque em prática a estratégia do brainstorm (chuva de ideias). Estimule o pensamento estratégico e a interação no projeto. Dessa forma o líder terá elementos para uma operação de resultados com pessoas mais comprometidas. 

6- Comunicação Eficaz
Para se obter excelência em qualquer atividade de liderança é necessário uma comunicação assertiva.( falar de forma branda e na hora certa) Saber se expressar o que se pensa, por incrível que pareça é um desafio de muitos lideres nos dias de hoje. Algumas pessoas detêm bastante conhecimento, mas se perdem ao comunica-lo ao mundo. O líder deve ter em mente que sua capacidade de comunicar determina seu sucesso ou fracasso diante de uma equipe. 

7- Agilidade e ação – reuniões resolutivas
Reunião...reunião...reunião...obviamente elas são fundamentais, porém, devem ser resolutivas e com o único intuito de planejar ações. Mesmo as reuniões corretivas, devem ser estratégicas. Abordando os temas de forma coletiva e democrática para que a solução venha a tona. Os clientes não esperam, a equipe deve sempre buscar em menor tempo possível solucionar problemas. Para tanto, necessário é uma boa dose de agilidade. Ao líder cabe orientações pontuais a fim de tornar os processos mais rápidos.

8- Apoio e proteção à equipe
Meu grupo, minhas regras. O time deve estar fechado e com as ideias alinhadas. O líder como o comandante das ações deve atentar-se às interferências externas (clientes, diretores e colegas mal intencionados). Ofereça proteção ao seu liderado, lute pelo seu direito e ofereça apoio em qualquer situação. Ganhe a confiança de sua equipe, atuando como um facilitador de seu trabalho. Demonstre afeto e segurança a todos e será sempre respeitado e bem visto na empresa.

9- Liderar é administrar pressão
Todo trabalho tem seu nível de pressão e estresse. A função do líder no decorrer do dia é tornar o clima mais agradável na empresa. A obrigação de entregar no prazo, a cobrança pelo atendimento de qualidade e o convívio entre as pessoas de um mesmo setor são fatores desencadeantes de conflitos e sentimentos negativos. Seja um líder positivista! Encare os problemas como desafios e procure o tempo todo compartilhar as dificuldades para que as pessoas se sintam confortadas.

10- Saia da operação – amplie seu campo de percepção
Já dizia o ditado que quem tá dentro do problema não consegue enxergar a solução. Correto! Por isso o líder deve sempre ter uma atitude gerencial e não operacional. Obviamente, arregaçar as mangas e contribuir, auxiliando em alguns momentos o trabalho pesado dos liderados é importante, porém, não ocupe todo o seu tempo nessa função. Amplie seu campo de percepção! Seu papel é informar e facilitar.

11- Motive a sua equipe 
Para que o líder consiga motivar seu pessoal, é necessário conhecer profundamente cada integrante da sua equipe. Como já descrevi, é fundamental conhecer o perfil do liderado. O entusiasmo é uma atitude contagiante, portanto, faça a diferença. Para se ter uma equipe comprometida, seja comprometido. Para se ter uma equipe motivada, seja motivado. Demostre prazer pelo trabalho, paixão pela empresa, leve palavras de incentivo aos seus liderados a todo o momento. Mesmo diante de tempestades, os lideres ainda precisam emanar esperança. Deixe claro que você acredita na capacidade de cada um na equipe. Faça reunião para discutir sentimentos e sonhos. Alinhe os objetivos das pessoas aos da empresa.

12- Ouvir, sempre!
Nunca faça nenhuma intervenção no trabalho de algum integrante de sua equipe sem antes ouvi-lo. Lembre-se será ele quem executará, portanto é fundamental que ele participe do planejamento. Ao resolver conflitos e problemas operacionais proceda da mesma forma, ou seja, ouça primeiro seu liderado e depois todas as outras pessoas envolvidas no problema. Isso é proteger a equipe, é demonstrar confiança ao seu time. 

13- Reconhecimento e valorização
Nenhum trabalho dever chegar ao fim sem a devida comemoração pelo resultado alcançado. Promova situações de reconhecimento ao esforço. O bom líder sabe o poder das palmas a um funcionário que da uma boa ideia. Um café da tarde especial para uma equipe que cumpriu o prazo do cliente. Comemore! Crie uma cultura de valorização em sua equipe.

André Tomé
Consultor Evarejo

Inventário Rotativo porque?

Um bom inventario pode trazer uma série de benefícios para sua loja e entre eles está a maior pressão que o governo está executando em cima dos varejistas para conhecimento do seu estoque.

Não por acaso isso também gera oportunidade de reduzir expressivamente suas rupturas e conhecer melhor suas perdas.

Assim sempre em treinamento discutimos qual a melhor forma de executar um inventario e quais os processos que devemos adotar?

O processo consiste na contagem de mercadorias de toda loja, o que normalmente é escolhido pelo lojista para os finais de semana ou mesmo dia de menores vendas, pois este dia a loja estará pronta para o inventario e não para as suas respectivas vendas. (processo já apresentado no nosso blog)
http://gerentedeloja.blogspot.com.br/2013/01/procedimento-para-fazer-o-inventario-do.html

Depois de bastante debate, resolvemos assim adotar com alguns varejistas o processo mais adequado para se ter resultado nas lojas o “inventario rotativo”, o qual estão sendo aprovado por várias redes de supermercado no Brasil.

O inventario rotativo, diferente do inventario que executamos algumas datas especificas, tem sua particularidade a periodicidade menor e com segregação da loja em várias partes, ganhando assim mais produtividade e mais eficiência para o comercial e para os gestores de lojas. Ao permitir ajustes no estoque, o inventário ajuda o comercial a calibrar bem as compras, a negociar as trocas com fornecedores e a identificar produtos encalhados que podem ser cortados do mix ou mais bem trabalhados no PDV.

Já para a gestão da empresa com o inventário se torna possível lançar e compreender valores de perdas contábeis com mais confiança, o que favorece no pagamento do imposto de renda previsto pelos tributos da empresa que se encontra no lucro real.

Como se deve fazer?

Todos os dias, uma seção deve ser alvo de inventario. Obedecendo é claro alguns critérios como a curva ABC de sua loja alimentamos o máximo possível de SKU´s que sua equipe comporta contar.

A curva A tem seu inventario diário e tem que ter fechamento semanal, já as outras curvas como B com aproximadamente 30 dias e a curva C a cada 60 dias. Mas não podemos esquecer que os Produtos de Alto Risco (PAR) devem ser mais criterioso pois podem ser alvo de clientes externos e internos de nossas lojas.

O inventario rotativo, pode ser realizado após o fechamento da loja ou antes da abertura, por uma equipe especializada da loja e que é denominada como prevenção de perdas da empresa. Particularmente adoramos este processo, antes da abertura da loja, pois é o momento em que estamos mais descansados e confortavelmente melhor para a pratica de inventario de uma loja.

Outro critério é a organização e layoutzação da loja que deve ser padronizada afim que nada fuja da contagem da categoria. Ou seja, o segredo de um inventario é sua organização, pois este dá maior credibilidade aos dados e a equipe que está gerindo o projeto de combate as perdas da empresa.

Assim que identificamos os erros e possíveis divergências de números (Fisico e Sistema) o profissional de perda apura os motivos e relata em Boletim de Ocorrência aos diretores e gestores de lojas para que definam quais as ações devem ser tomadas evitando a repetição deste erro; então eles são responsáveis pela organização das informações no sistema conforme os dados da contagem física.

Como em muitos lugares nós adotamos a equipe do próprio supermercado, achamos por bem não executarmos esta ação na época festiva do natal. E também estes números ficam relativamente atrelados aos resultado de sua equipe, se um setor o índice apresenta melhor desempenho ele é brindando com uma premiação que agrega ao seu salário e consequentemente aos seus benefícios. E em dezembro, as lojas já possuem bastante trabalho em vendas é um mês que adotamos investimento em estoque.

Como acostumamos sempre informar nossos clientes: não existe milagre e sim “catequese” da equipe. Para isso este projeto tem a demora de um ano de retorno para sua loja (estoque físico x estoque do sistema) que começam com 20% de itens com diferenças, costumam cair para a faixa de 7% a 5% e que dá assim uma maior credibilidade para os números do sistema.

 A busca chave deste inventario não é somente o combate a ruptura mas conforme já informei a busca incessante pelo menor número de valor de perdas no mercado. Se você não realiza inventario consequentemente não consegue destinar um objetivo de perdas para sua loja ou empresa.

Se você já executa o inventario, proponho buscar números expressivos no mercado para nortear sua equipe:
  • FLV considere 5% como número aceitáveis
  • Açougue leve em consideração apenas 4%
  • Laticínios e padaria tem aceite de 1,5%
  • E o restante da loja apenas 0,5%

Se não executa o inventario, proponho  que entenda o tópico abaixo:

"O BLOCO H destina-se a informar o inventário físico do estabelecimento ao FISCO. Deve ser preenchido obrigatoriamente pelo contribuinte por ocasião da realização do inventário, que ocorre, pelo menos, uma vez por ano.
Com a obrigatoriedade de entrega da EFD ICMS/IPI essa informação se tornou obrigatória 2 vezes referente ao mesmo ano calendário, ou seja, no ultimo dia útil que antecede o mês da obrigatoriedade da declaração e ao ultimo dia do ano calendário.
 Exemplo:
Inicio da obrigatoriedade da empresa em entregar a EFD ICMS/IPI a partir da Competência OUTUBRO de 2012 - informar estoque até 30/09/2012
E na entrega da competência FEVEREIRO/2013 deverá ser informado o estoque referente a DEZEMBRO/2012, ou seja neste exemplo a empresa deverá informar o INVENTÁRIO duas vezes referente ao mesmo ano calendário.
RETIFICAÇÃO
As empresas que tiveram o início de sua Obrigatoriedade de entregar EFD ICMS/IPI a partir da competência OUTUBRO/2012 e não informaram ou precisa retificar o valor de seu estoque:
até 30/09/2012 na declaração de OUTUBRO/2012 -deverão retificar sua declaração até o prazo máximo de 30/04/2013 (prazo legislação).
até 31/12/2012 na declaração de FEVEREIRO/2013 - deverão retificar sua declaração até o prazo máximo de 31/05/2013 (prazo legislação)."

Ederson Varejo
@edersonvarejo


Uma lição do peixeiro aos vendedores!

Eram dois amigos inseparáveis. Sócios ainda por cima, o negócio era uma banca que vendia peixes. As funções muito bem definidas, Lourenço era o pescador. Todas as manhãs pegava sua canoa e se enveredava pelos rios e lagos em busca do produto que fomentava a boa clientela local.

Silvio, sujeito carismático, comunicativo e bastante empenhado nos resultados da banca de peixes era o vendedor. Passava o dia todo no estabelecimento, que por sinal, era bem localizado e sempre recebia bastantes encomendas, pois trabalhavam apenas com entregas ao longo da semana.

Todas as tardes, Lourenço trazia para a banca, em uma grande caixa térmica, toda a sua produção do dia, e a entregava ao eficiente vendedor que rapidamente já despachava as encomendas, e com a mesma volúpia cuidava de vender os poucos pintados, tilápias, traíras e outros que sobravam, ali mesmo.

Há alguns meses, Silvio já não se encontrava satisfeito com a pescaria de Lourenço:
- Meu amigo, precisamos conversar sobre sua pescaria, há tempos não traz a quantidade suficiente para antedermos toda a demanda de nossos clientes. Alguns já estão reclamando!
Lourenço, ofendido com a colocação do amigo, e com os constantes atritos que essa situação estava causando, foi enfático:
- Pesque em meu lugar, vá à “caça” e veja se consegue fazer melhor. Sempre quis experimentar vender. Penso que isso será saudável para nós. Viver as dificuldades de cada função.

Passaram-se um, dois, três dias e Lourenço notou a dificuldade do amigo para satisfazer seus pedidos. Depois de uma semana a conversa foi inevitável.  Em uma noite bastante tensa depois do expediente da banca, os dois se reuniram para pôr um fim a essa situação.

- Silvio, algo precisa ser feito, os clientes voltaram a reclamar, você em nenhum momento conseguiu pescar o suficiente para cobrir minhas vendas. Reclamou Lourenço.

Em meio ao empasse, os dois colocaram-se a pensar. Vejamos alguns conceitos que faltavam aos amigos. O pescador pescava para vender. O vendedor vendia para pescar.
Lourenço, o pescador, ia até onde dava, não ia além, não estava ameaçado. Não se doava porque não necessitava disso. O ambiente em que ele trabalhava também era propício ao sossego. Calmaria, o barulho das águas, as borboletas, o cantarolar dos pássaros, tudo levava o nosso amigo à zona de conforto. Existia outro fator que era preponderante para sua ineficiência, o pescador não sabia o quanto ele tinha que produzir. Consequentemente, não estava comprometido com os números, com as encomendas do dia seguinte. Lourenço simplesmente pescava a fim de levar os peixes para a banca.

Por outro lado, Silvio, o vendedor, trabalhava em ritmo alucinante, era movido pela energia do comércio da rua, pela movimentação financeira que presenciava. Ficava sempre a observar a concorrência, analisando seus resultados, por isso sempre se desdobrava para vender mais. Silvio vendia, se comprometia, gerava expectativas e contava com a pescaria de Lourenço, este por sinal, operava em outra frequência.

Após essa reflexão, os amigos não só conseguiram compreender as diferenças de cada um, como restabeleceram a ótima amizade e, além disso, dobraram o faturamento. Simples. Resolveram agir juntos.  

Hoje, Lourenço e Silvio se uniram nas ações e vendem com toda a energia na segunda-feira e juntos, pescam com toda a intensidade na terça. E assim sucessivamente durante a semana.

Moral: Seja sempre peixeiro (vendedor de peixes) e nunca pescador. O peixeiro vende o peixe e se lança à pesca com todas as suas forças. Já o pescador, só conseguirá lucrar com a venda limitada dos peixes que já tem pela sua pesca. 

André Tomé
Palestrante e Consultor da evarejo
andretome@evarejo.com


Bem-estar no trabalho: impacto das percepções dos valores organizacionais e da confiança do empregado na organização.

Estamos observando, nestes últimos anos, empresas varejistas nacionais passarem por uma revolução na sua produtividade. Rotatividade de funcionários é um assunto caro para os supermercadistas. O tempo consumido para procurar, contratar e treinar pessoas é algo crítico para os resultados e, naturalmente, qualquer um quer proteger seu investimento. Esta revolução transformou a vida das pessoas, estabelecendo um ritmo de vida de estresse, com excesso de horas de trabalho e uma pressão excessiva para serem cada vez mais produtivas. O lado profissional tornou parte predominante ser um superprofissional  e, para tanto, não poupamos esforços em jornadas de trabalho e do lado do supermercadista, tornou-se primordial conhecer mais rapido seus resultados.

Então, o que você pode fazer para criar clima bem estar na sua equipe? Além de oferecer transporte ou mesmo um café da tarde, o que é necessário para construir uma cultura de estar bem na sua equipe?

Para nós que estamos todos os dias no piso de loja, investir no bem-estar dos funcionários já é considerado um imperativo estratégico. As iniciativas contribuem não só para eliminar perdas, mas também para combater alguns dos piores males que, hoje, mais afetam a performance de nossas lojas: stress e problemas emocionais, quaisquer que sejam suas causas e origens.

As ferramentas para alimentar o bem estar das equipes estão à disposição em muitas empresas brasileiras. Entre tantas que já acompanhei, vale citar: as caminhadas feitas com acompanhamento profissional, para dar um up natural nos hormônios do bem-estar; psicoterapia breve por profissionais que ajudam a solucionar não só problemas pessoais mas profissionais; café com prosa onde a diretoria toma um café com equipe de loja e alinha a comunicação; e o encontro fora da empresa que une a equipe para momentos de descontração.

Em tempos altamente competitivos, o segredo não é oferecer mais dinheiro. Precisamos expor nossa cultura e valores mantendo uma clara declaração da missão de nossa empresa. E criar o exercício de se perguntar sempre: ”O que mais posso fazer para manter minha equipe de bem com a vida”?

Por final quero alertar para preocupar-se mais com o fator humano, pois de que adianta espreitar um diferencial ao seu cliente final, se “VOCÊ” não tem quem te represente verdadeiramente perante a ele.

Ederson Varejo é instrutor e consultor da Associação Mineira de Supermercados (AMIS). MBA em Gestão de Pessoas e Graduado em Ciências Contábeis, Administração de empresas, se qualifica em vários cursos extracurriculares e formação gerencial de varejo. Presentemente se dedica integralmente ao trabalho de assessoria e consultoria de varejo a diversas empresas varejistas de Minas Gerais.

Procedimento para fazer o inventário do seu supermercado


PROCEDIMENTO PARA O INVENTÁRIO DA LOJA

Algumas pessoas entendem balanço como mais um trabalho desnecessário. Mas, ao contrário do que parece, é uma rotina que importante para gerenciamento dos resultados do setor e da empresa. Por isso se faz necessário apurar os resultados para orientar as tomadas de decisões e ações a serem tomadas.

Segunda feira ( antecede ao balanço )
a. Iniciar a separação dos produtos na área de venda de acordo código ean, separando-os cerca de 1 a 2 cm distancia e ao fundo da gondola.
b. Providenciar os coletores para registro do inventário
c. Levantar folha de rascunho ao máximo e recortando em quadrados pequenos de 5 cm x 5 cm aproximadamente ( serão folhas para anotar as quantidades do produto )
d. Providenciar caneta esferográfica para todos participantes do balanço
e. Estar certo das balanças estão funcionando e com medições precisas
f. Providenciar desde já a solução das trocas de produtos com emissão de nota fiscal e eliminação do produto ou troca produto por produto.
g. Informar a contabilidade sobre a realização do balanço
h. Criar três situações de produtos que possivelmente podem aparecer durante a contagem. São eles:  "sem cadastro, sem etiqueta de contagem, vencidos ou danificados". O que vamos fazer?

Quinta feira ( antecede ao balanço)
a. Ultimo dia para recebimento de mercadoria
b. Emitir uma planilha com código de todos produtos de hortifrutgranjeiro para anotar na hora da pesagem. O mesmo vale para os setores de padaria e açougue

Sexta feira ( antecede ao balanço )
a. Já cedo levar todos repositores para o deposito para organização e separação de produtos que devem ser encaminhado ao piso da loja
b. Ainda no piso de loja arrumar todos os produtos e virar o primeiro da fila com o código de barra para a parte externa da gondola
c. Evitar que no deposito fique produtos abertos. Leve em consideração também que separe os produtos por fragrância e/ou código ean iguais e deixe apenas um produto fora da caixa com o papel sinalizando a quantidade para ser registrado pelo coletor.
d. NÃO RECEBER nenhum produto pela recepção de mercadoria. Exceto: leite, carne.
e. Todas notas fiscais devem estar lançadas no sistema até as 18horas, não poderá haver produtos que sejam inventariados sem que as notas fiscais sejam lançadas.
f. Emitir todas notas fiscais de perdas das trocas que não foram solucionadas, para baixa no sistema e eliminação de resultado
g. Emitir todas as notas fiscais de perdas de FLV, padaria e açougue.
h. Emitir relatório dos estoques de produtos do setor na data antes de zerar os estoques do sistema. Este relatório tem o objetivo de comparar os estoques existentes e com os estoques reais após a contagem.

Sábado (dia do balanço estoque)
a. Pela manhã a equipe de reposição deverá corrigir o deposito para inicio da contagem ( separação por código ean e uma unidade sobre a caixa para coletagem da quantidade )
b. A partir das 13hs dá inicio do balanço/inventário do deposito com contagem dos produtos.
c. O balanço organizado transmite confiança de seus números.
d. A partir das 18hs dá inicio da contagem do estoque do açougue (produtos armazenados)
e. As 18hs todos produtos do hortifrutgranjeiro que não servem devem ser anotados e eliminados com nota fiscal de perda
f. Ao fechar o supermercado dá inicio ao balanço do hortifrutgranjeiro para anotação das quantidades

Domingo (dia do balanço área de venda)
a. O inicio do balanço será as 07:00h onde será servido um café até as 07:30h
b. As 07:30 todos profissionais obedecem sua escala de setor e dão inicio ao inventário, respeitando as quantidades de cada produto
c. Intervalo para o almoço as 12:00h as 13:00h
d. Depois de encerrar coletagem o setor liberando a coletagem junto a “mesa do coletor” todos poderão ajudar a repor o setor e arrumar com preços e organização, coordenação feita pela Tarcila
e. Lavar todas as bancas de hortifrutgranjeiro e setor de açougue
f. Depois de todo balanço realizado emitir relatório de estoque de toda loja a preço de custo para arquivo e envio a contabilidade
g. Não deixe o encerramento do inventário para segunda feira, pois depois que a loja entrar em funcionamento não poderá haver mais acerto de estoque

Segunda feira ( pós balanço)
a. Após o balanço. Tirar relatórios de produtos a 10 dias sem vendas/giro. Há uma grande possibilidade de produtos estarem no depósito e não estarem na área de vendas;

Outras informações:


  • Toda a loja e o deposito será divididos em lotes com nomes dos profissionais responsáveis
  • Cada gondola responsáveis pela contagem dos produtos e deverão responder por este espaço (organização e contagem correta)
  • Ao encerrar o balanço do FLV , do Açougue e da padaria os profissionais deste setores devem encaminhar a loja e ajudar no fechamento do estoque e arrumação da gondola
  • O balanço/inventário deverá ser realizado bimestral para adaptação e depois aproximadamente 6 inventários poderá ser trimestralmente


Ederson Varejo

Como trabalhar a sua loja e sua equipe para o cliente

O bate-papo dentro do refeitório vale ouro


Em um dos experimentos mais instigantes sobre o ambiente de trabalho conduzido pelo laboratório de mídia do MIT, criou-se crachás eletrônicos que registra os comportamentos individuais de comunicação.

Assim eles descobriram o que era mais importante para prever a produtividade de uma equipe e determinaram alguns elementos como de extrema importância para avaliação de uma equipe:“energia”, “engajamento” e “exploração

O mais interessante é observar que este mecanismo levou aos profissionais a sugerirem a rever o horário de café (pausa do pessoal), de modo que toda equipe tivesse ao mesmo no intervalo e uma mesa extensa para que não excluísse ninguém da equipe. Ou seja, Pentland chegou a uma conclusão que colide com o senso comum: os funcionários que gostam de bater papo são os mais produtivos.

Por certo, isso deve ter sido muito estranho para alguns empresários, visto que várias empresas condenam a pausa do cafezinho e alimentam que o mesmo prejudica a produtividade da organização, gerando várias desvantagens nos resultado absoluto do produto final.

Mas com a nova tecnologia adotada, eles coletavam dados sobre seus hábitos individuais de comunicação e descobria que os padrões de comunicação prenunciavam o sucesso de uma equipe.

Com isso eles chegaram a prever, por exemplo, quais as equipes que teriam sucesso no concurso de plano de negocio e quais equipes responsáveis por investimentos obteriam bons resultados financeiros, com base apenas nos dados coletados pelos crachás eletrônicos.

 Assim neste estudo, foram identificados os elementos já citados acima e que afetam diretamente ao desempenho da equipe. São eles:

Energia, que são feitas de muitas dessas trocas em ambientes em que o “cara a cara” se torna valioso. E na sequência a vídeo conferencia, que embora diminui esta magia do contato, mas ainda assim não perde toda eficácia.

Isso nos leva a conclusão que a mais fraca forma de comunicação ficou sendo os email e mensagem de texto. Pois ai tem a mais baixa energia produzida por uma equipe.

Engajamento, reflete a distribuição exata da energia fazendo assim equipes fortes. Porém em equipes que possuem grupinho, mesmo com alta energia, e que exclui membros, não funcionam bem.

É só observar uma equipe que tem sua equipe parcialmente engajada, tomam iniciativas menos rentáveis a empresa.

E a terceira dimensão é a exploração¸ que é basicamente energia entre uma equipe e as demais com qual interage no processo produtivo. É fato que o projeto descobriu que uma equipe que busca conexão com outros setores tem um melhor desempenho no trabalho.

Contudo, o estudo do professor Alex chegou a conclusão que o desempenho de uma equipe esta simplesmente atribuída ao numero de interações (cara a cara) entre seus membros e que instalar mesas mais longas no refeitório da empresa para que os desconhecidos sente junto aos demais traz um tremendo impacto para empresa.

Por certo, com este instrumento tecnológico vamos formar equipes muito mais produtivas e focadas no resultado positivo. 

Adequar a NR17 é necessário?

As redes varejistas de todo país deveriam fazer estar adequados a nova NR 17, até dezembro do ano passado, mas ao que parece ainda estamos distante de levar este conceito com olhos mais profissionais.

O Ministério do Trabalho e Emprego obriga a adequação de todos caixas de supermercados ao Anexo I da NR 17 relativo à Ergonomia que  traz todas as orientações para as adequações :

  1. atender às características antropométricas de 90% dos trabalhadores, respeitando os alcances dos membros e da visão, ou seja, compatibilizando as áreas de visão com a manipulação;
  2. assegurar a postura para o trabalho na posição sentada e em pé, e as posições confortáveis dos membros superiores e inferiores, nessas duas situações;
  3. respeitar os ângulos limites e trajetórias naturais dos movimentos, durante a execução das tarefas, evitando a flexão e a torção do tronco;
  4. garantir um espaço adequado para livre movimentação do operador e colocação da cadeira, a fim de permitir a alternância do trabalho na posição em pé com o trabalho na posição sentada;
  5. manter uma cadeira de trabalho com assento e encosto para apoio lombar, com estofamento de densidade adequada, ajustáveis à estatura do trabalhador e à natureza da tarefa;
  6. colocar apoio para os pés, independente da cadeira;
  7. adotar, em cada posto de trabalho, sistema com esteira eletro-mecânica para facilitar a movimentação de mercadorias nos checkouts com comprimento de 2,70 metros ou mais;
  8. disponibilizar sistema de comunicação com pessoal de apoio e supervisão;
  9. manter mobiliário sem quinas vivas ou rebarbas, devendo os elementos de fixação (pregos, rebites, parafusos) ser mantidos de forma a não causar acidentes.


Algumas exigências chamam a atenção em relação ao ambiente físico de trabalho e o conjunto do posto de trabalho conforme o desenho apresentado neste texto.
Acreditamos que são alterações fundamentais que reduzirão de forma significativa os problemas de saúde das operadoras de caixa e darão maior segurança na execução de suas atividades.
Lesão por esforço repetitivo, por exemplo, é o grande vilão deste tipo de trabalho. Detalhes como o posicionamento da balança na parte frontal do caixa e aplicação de embalador em cada caixa também podem reduzir problemas na coluna e, consequentemente, diminuir o número de faltas no trabalho e de afastamentos por problemas de saúde.
Outros itens que podemos destacar são as condições de iluminação das lojas, ruído, conforto térmico, bem como a proteção contra outros fatores de risco químico e físico. Como proteger os operadores de caixa contra correntes de ar, vento ou grandes variações climáticas na frente de loja.
Também utilizar superfícies opacas que evitem reflexos incômodos no campo visual do trabalhador é outro conceito que na concepção do Ministério do Trabalho e Emprego são importantes.
O cumprimento das leis esta sendo fiscalizado pelas delegacias regionais do trabalho e pelas agências municipais de vigilância sanitária e as multas variam conforme o grau da infração e a classificação de risco atribuídos à empresa, além de possíveis reincidências. “Os níveis de risco vão de 1 a 4 (sendo 4 o de maior risco para os funcionários, segundo a NR 4). Os supermercados estão no nível 2”,
No setor, de frente de loja (caixas) são a área mais crítica quanto a equipamentos e posturas inadequadas. Por essa razão, que o Ministério do Trabalho definiu normas específicas para essa atividade, o qual já explicamos acima.
Sabendo disso tudo, precisamos como varejistas/supermercadistas precaver de tais problemas eliminando punições por parte do governo e consequentemente diminuição de absenteísmo, aumento da qualidade na prestação do serviço e aumento da produtividade.

Você esta preparado para mudança?

A mudança é algo cada vez mais comum em uma empresa. Mas as coisas podem mudar para melhor ou para o pior e isso depende inteiramente da atitude da empresa.

A mudança por ser neutra não podemos antecipar se ela pode ser boa ou ruim, mas de uma coisa é certo, se as coisas não mudassem, o mercado não teria nada para contar a nós.

Infelizmente, muitas empresas ficam paralisadas pelas mudanças. Isso faz com que percam as oportunidades, porque o medo do fracasso mantém a instituição fora do jogo comercial.

Gosto muito do “case” da Magazine Luiza, fundada em 1957 na cidade de Franca e hoje espalhada por mais de 45 cidades em São Paulo e em todo Brasil.

E o mais interessante desta historia foi o iniciado em 1991 quando o crescimento e manutenção da empresa com o processo modernização que foi implementado em cinco fases:

Eles aplicaram mobilização de 1991 a 1992 e nesta fase eles saíram do estado de acomodação e partiram para um profundo movimento.

Durante o ano de 1992, após a fase de mudanças veio a fase de sustentação o que objetivou e alimentou o processo de modernização.

Assim após todas mudanças efetuadas na fase de mobilização e firmada na fase de sustentação, foi necessário tornar o processo sólido, estável e de consolidação.

Não é necessário dizer que esta fase foi a mais difícil da empresa, pois sustentar e manter a mudança trouxe a tona muitos conceitos, mas foi o ponta-pé inicial para peneirar e separar o “joio do trigo”.

A partir deste momento em que se consolidou seu processo de modernização, o sistema técnico-estrutural e o sistema psicossocial estavam alinhados com a filosofia do Magazine Luiza e foi possível partir para a ação, mudando o patamar da empresa.

E em 1994, depois de emergir em cima de uma consolidação de ação veio a estruturação do planejamento estratégico, financeiro, criação de controles, sendo focado a segurança patrimonial da sua empresa. Com isso veio a solidificação do projeto.

A base de todo este processo de modernização do Magazine Luiza nasceu na necessidade da mudança para crescer com velocidade, qualidade e rentabilidade, em um país tão conturbado politicamente e economicamente.

E as mudanças organizacionais das empresas vêm acontecendo de forma avançada com a descentralização das informações na linha de frente.

Sou apreciador das mudanças que a Magazine Luiza vem aplicando nesta ultima década e por isso acredito que o planejamento organizacional parte das expectativas do gerente operacional e no desempenho histórico das lojas em que visitamos.

Assim acredito que o desempenho dos funcionários deve avaliado com base no cumprimento de suas metas pré-estabelecidas, com base na margem e despesas da loja e seus volumes de vendas.

Mas como sabemos que alguns gerentes ainda estão na geração X e tem a informatização como uma barreira para sua gestão, o desempenho de muitas empresas são barradas por má gestão da informação.

A informatização, hoje, é parte da mudança generalizada de uma empresa e esta mesma informatização permite que o gerente da loja possa rever seu mix de produtos e fazer adaptações de seu preço diante da concorrência sem ter que pedir permissão ao proprietário, uma vez que ele é,e, deve ser responsável pela margem total da loja. E por sua vez o proprietário, devido ao processo de informatização, tem em tempo real a avaliação geral do planejamento esta sendo realizado ou se necessita de revisão.

Esse insight nos leva a pensar que, sem a mudança, falta-nos o propósito. Empresas vencedoras, em particular exibem essas atitudes de expectativa e mudanças significativas. Em vez de se preocupar demais e lamentar seus fracassos ou imaginar que algo vai dá errado. Ao contrario, estas empresas geralmente estão olhando a frente e nem cogita a possibilidade de não poder resolver algo.

Então fica minha duvida, será que existe crise mesmo ou é falta de criatividade e ousadia para mudança de uma empresa?

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