DEZ atitudes que uma pessoa de sucesso NUNCA tem

Quando você passa décadas trabalhando com executivos e líderes de negócio, não há como não observar quais as atitudes que funcionam e quais não funcionam em longo prazo. O que tenho notado é que não são características natas nem hábitos pessoais que determinam se você será bem-sucedido ou não. É o seu comportamento, segundo um artigo publicado na revista Entrepreneur.

O que você entende por “comportamento”? É como reage sob estresse por longos períodos; se cumpre seus compromissos ou não. Como interage com os outros. Suas atitudes em relação aos seus clientes. Como está disposto a trabalhar para conseguir o melhor resultado possível. Se é focado e disciplinado ou disperso e distraído. Esse tipo de coisa.

Agora, é preciso admitir que há fundadores e CEOs com comportamentos inadequados que se deram bem por um tempo. Mas, cedo ou tarde – geralmente quando a pressão corre solta e os negócios não vão tão bem –, eles apresentam atitudes autodestrutivas que funcionam como um tiro no pé. Infelizmente, levam junto para o abismo o negócio que estão tocando.

Se você quer conquistar resultados grandiosos no longo prazo, então deve dar uma boa e dura olhada no espelho e admitir se costuma ter alguns dos comportamentos listados a seguir, que podem limitar a sua carreira: 

1. Ingenuidade. Com certeza, todos começam a trabalhar em uma área abertos e crédulos diante do que nos dizem. Mas quanto mais cedo você se converter em alguém precavido e cético, maiores são suas chances de chegar ao topo. A razão é simples: os idiotas e os tolos não vencem. Aprenda a questionar tudo o que lê e escuta e sempre leve em consideração a fonte da informação.

2. Pânico. Situações de alta pressão são comuns no mundo corporativo. As coisas nem sempre saem de acordo com o plano e, algumas vezes, saem terrivelmente contrárias a ele. Se você não consegue superar a adrenalina e manter a calma durante as crises, terá um grande entrave para sua carreira.

3. Fanatismo. A paixão é um grande condutor do sucesso. Porém, quando cruza a linha e se torna fanático além da conta, esse comportamento depõe contra você. Eu vi isso acontecer repetidas vezes. Isso leva a uma percepção distorcida da realidade, raciocínio falho e decisões ruins.

4. Preguiça. As pessoas movidas por grandes objetivos também sabem uma verdade fundamental: isso exige um trabalho árduo e duradouro. É por isso que elas são focadas e disciplinadas. A maioria das pessoas é preguiçosa. Esse é o motivo pelo qual não fazem grandes conquistas. Simples assim.

5.  Fixação pela ascensão rápida. Steve Jobs falou: “Metade do que separa empreendedores bem-sucedidos dos que não são é a pura perserverança”. Se você não é apaixonado pelo que faz, não a terá perseverança na medida necessária. Hoje em dia, muita gente espera ganhar gratificações instantâneas. Mas não há atalho.

6. Reatividade. Sejam quais forem as sensações que você tem dificuldade para lidar – ciúmes, vergonha, inferioridade – transferi-las para as pessoas ao seu redor e agir com raiva não fará apenas mal a você e os outros. Vai também acabar com a sua carreira.

7. Egoísmo. Se você age como se o mundo girasse ao seu redor, é melhor que tenha talento para isso. Mesmo porque, ser muito egocêntrico vai diminuir sua eficácia. O negócio não é sobre você; mas sobre o negócio. Sobre a experiência que os consumidores têm com os produtos. Lembre quem serve quem nessa relação.

8. Viver no passado ou no futuro. Certamente, você pode aprender com o passado, mas ficar pensando sobre ela é autodestrutivo. Da mesma forma, planejar e sonhar com o futuro, sem focar suas ações no presente, nunca vão fazer você chegar onde almeja.

9. Pouco caso. Você escuta muito frases como “qualquer coisa está bom”, “está tudo ótimo” ou “não se preocupe”, mas raramente você as escuta de pessoas altamente comprometidas. Elas podem ter um monte de características, mas a apatia não é uma delas.

10. Sensibilidade excessiva. Se você é tão delicado que qualquer crítica o deixa louco e ofendido, você precisa entender o que é o real mundo dos negócios. Há uma boa razão para que os líderes geralmente tenham bom humor e humildade. É uma espécie de requisito. Não se leve a sério demais.

Um tópico final. Se algum desses itens ofende você a ponto de querer escrever um comentário irado, você tem, ao menos, dois ou três comportamentos para trabalhar. Olhe pelo lado positivo. Pelo menos, não está indiferente a eles.

fonte:epoca negocios

A cultura do Líder Coach no varejo

Sua empresa quer ser mais competitiva? Você gostaria de contar com funcionários menos reclamões? A solução passa por um bom líder coach... e nossa equipe tem a solução


Na Grécia Antiga, o filósofo Sócrates (470 - 399 a.C) costumava reunir seus discípulos para discutir assuntos existenciais. Ele propunha temas, ouvia o que as pessoas tinham a dizer, ensinava e, principalmente, aprendia com a troca de ideias. Milhares de anos depois, o método socrático se transformou em uma das mais importantes ferramentas de gestão de pessoas: o coaching. Mais do que isso: as empresas hoje estão formando seus próprios "Sócrates" para atuar junto a outros funcionários. São os líderes coach, que, segundo Maria Cristina Gattai, professora da PUC São Paulo, auxiliam cada membro da equipe de maneira personalizada, ajudando a desenvolver habilidades técnicas e competências pessoais. "É um processo que ajuda cada pessoa do time a dar o melhor de si", explica Gattai. Líderes com essas características são cada vez mais desejados, já que garantem maior competitividade às empresas. Ao atuar, eles tornam os funcionários mais satisfeitos e engajados, pois favorecem o potencial intelectual e criativo de cada um. "A empresa, por sua vez, retém seus talentos, reduz o turnover e atinge melhores resultados", explica a professora. Mas é importante ressaltar que formar um líder coach não é tarefa fácil. Afinal o líder não pode se deter exclusivamente no cumprimento das metas e dos resultados financeiros de curto prazo. "Ele deve investir na aprendizagem dos colaboradores e numa cultura que valorize o desenvolvimento das pessoas para construir uma empresa sólida a médio e longo prazo", defende Maria Cristina.

Mesmo com as dificuldades inerentes ao processo, algumas empresas vêm apostando nesse modelo de liderança. A rede paranaense Muffato é uma delas. Com 40 lojas e faturamento de R$ 3,1 bilhões, segundo o Ranking SM, a empresa constatou que entre seus 10 mil funcionários havia um contingente de jovens que quer ser mais produtivo, valorizado e feliz no dia a dia. "Eles precisam de respostas rápidas e líderes que os ouçam e tenham bom senso", explica Dari Antonio de Mello Paz, diretor de recursos humanos da organização.

Diante dessa constatação, a empresa criou no ano passado o curso de formação de líder coach, em parceria com o IBC (Instituto Brasileiro de Coach). As aulas têm sido ministradas na Uniffato, a universidade corporativa fundada pela rede em 2005, para formar novos gerentes e gestores. Já foram oferecidas 100 horas de treinamento para 100 gerentes, que multiplicaram o conhecimento a 6.500 colaboradores. De acordo com Mello Paz, o curso se deteve nas questões de orientação e aconselhamento. "O líder coach deve ter em mente os princípios de ver, ouvir e sentir o que as pessoas transmitem", afirma. Na prática, é se manter atento a necessidades e aptidões para apontar caminhos que favoreçam o desenvolvimento e os resultados de todos – indivíduos e organização. "Com isso, os resultados aparecem", diz Mello Paz. "No Muffato, reduzimos o turnover em 12%, diminuímos conflitos, intensificamos os trabalhos em equipe e constatamos, por meio de pesquisa, aumento da satisfação dos funcionários", acrescenta.

"Sempre fui um líder servidor, mas depois do treinamento de coach passei a ouvir minha equipe e a tomar decisões mais acertadas," conta José Vicente Bovo, gerente de uma das lojas da rede, em Londrina. Com 62 anos, sendo 28 de empresa, Bovo é líder de 30 encarregados diretos e 340 funcionários indiretos. "Ao dar mais atenção a opiniões e sugestões do time, o ambiente ficou leve, as pessoas passaram a trabalhar com mais prazer e atingimos as metas com menos dificuldades", acrescenta.

Outra rede que tem alcançado sucesso com treinamento de líderes coach é a piauiense Carvalho&Fernandes, 49 lojas e R$ 1,4 bilhão de faturamento. A primeira a passar pela experiência foi a vice-presidente do Grupo, Van Carvalho, que participou de dois treinamentos – um pessoal e outro profissional. Só então ela estendeu o processo à organização. "Quando temos autoconhecimento fica mais fácil se colocar no lugar do outro, o que confere mais discernimento para apontar caminhos", esclarece. A executiva também lembra que o curso tira o líder da posição confortável (e inadequada) de se achar melhor do que o subordinado. "Isso faz toda a diferença na hora de se estabelecer um relacionamento", completa. Van indicou o mesmo curso para duas gerentes da rede e, na sequência, contratou um profissional para aplicar a ferramenta para vários outros profissionais. "Eles entraram no treinamento de um jeito e saíram de outro, mais leves e comprometidos", ressalta. Não é à toa que a empresa teve crescimento real nas vendas de quase 12% em 2013. O lema do filósofo "Conhecete a ti mesmo" se mantém atualizado!



Principais características de um líder coach
Ele assume novas posturas, mais transparentes e flexíveis, e prepara seus sucessores

» Sabe o que quer do setor e dos funcionários que lidera, a partir das estratégias da empresa
» Ouve com atenção cada opinião e sugestão do colaborador
» Fica atento a necessidades individuais de realização profissional e pessoal
» Ajuda no desenvolvimento de cada funcionário
» Pratica os valores que prega
» Orienta e aconselha dando o exemplo
» Oferece feedbacks constantes
» Investe na diversidade
» Dá liberdade à equipe
» Cultiva habilidades interpessoais
» Forma sucessores
Presença de líder coach

Apesar da amostragem pequena  total de 182 empresas– a pesquisa mostra a preocupação de vários
países em melhorar a gestão dos funcionários


84,6% das empresas latino-americanas (de todos os setores econômicos) adotam o líder coach, de acordo com estudo da LAHRP (Latin American Human Resource Partnership)

12% foi a queda do turnover na rede Muffato, em 2013, fruto do programa de coaching. Outros ganhos: redução de conflitos e maior produtividade

12% foi o aumento real nas vendas do Grupo Carvalho&Fernandes, entre outras razões, pela colaboração do programa de coaching

fonte: Supermercado Moderno

Porque o varejo precisa de Coach?

Acredito que todo supermercadista já passou por momentos em que seria necessário tomar decisões complicadas e encarar diversos tipos de mudanças. Para sentir-se seguro nesta hora ele pode ter recorrido a várias atitudes provenientes de seu histórico como gestor daquela loja. Mas algumas inseguranças podem leva-lo a cometer erros e comprometer o futuro de sua loja. É aí que um coach pode ajudar.

O programa de coaching individual tem metodologia de treinar e orientar, o processo pode ajudar na definição de metas, apresentando possíveis maneiras de cumpri-las. Essa relação se desenvolve através da utilização de técnicas comportamentais e métodos onde o cliente possui autoridade e é responsável pelo processo, sendo o coach um facilitador para que tudo aconteça.

O coach na maioria dos processos ajuda o empresário lojista a desenvolver suas capacidades e competências de forma mais rápida e eficiente, tornando-o mais maduro e comprometido e gerando melhores resultados.

Mas para isso o profissional coach deve ter conhecimento da área em que atua, entendendo a real necessidade do profissional, para distinguir onde ele quer chegar e até onde ele pode ir, estabelecendo as metas que deverão ser entregues ao final do processo.

O maior benefício do projeto Coaching é o aumento de RESULTADOS positivos nas diversas áreas da vida do cliente varejista.

O aumento da PERFORMANCE gerado pelo processo de Coaching eleva o nível de resultados, gerando mais realização, satisfação pessoal e profissional, equilíbrio interno e melhoria de  qualidade de vida.

O que sugerimos para os profissionais lideres e gestores do varejo:

COACHING PESSOAL:
Voltado para a melhoria de vida do cliente, ou de qualquer área específica da vida, como saúde, finanças,  relacionamentos etc.
Produz mudanças profundas e significativas na qualidade de vida, nível  de satisfação, realizações e conquistas do cliente.

COACHING PROFISSIONAL:
Promove evolução na carreira ou negócios do cliente.
Esta evolução ocorre como consequência natural do trabalho do Coaching.
As técnicas utilizadas pela nossa equipe são competências recomendadas pelo maiores mestres de Coaching nacional, como por exemplo: modelo de conversação, questionamento, identificação e compreensão de valor, definição de planos de ação, exame e auto-avaliação de formas de trabalho e liderança, brainstorm e solicitação de ações.

Assim quando estamos totalmente esclarecidos do "como", com as habilidades afloradas e bem direcionadas, conscientes das falhas e de como não repeti-las, não há nada que possa nos impedir de chegar à situação desejada. Afinal esta é a competência de um bom coach: ensinar o profissional a pensar de forma objetiva e com a própria cabeça, utilizando todo seu potencial no processo de tomada de decisões.

Ederson Varejo Practitioner em Programação Neurolinguística, Coach Profissional do varejo, Coach Pessoal, Graduado em Administração, Ciências Contábeis e MBA  Gestão de Pessoas. Atualmente se dedica a formação de profissionais do varejo nacional pela evarejo o qual é sócio diretor, integrado ao grupo seleto de consultores da Associação Mineira de Supermercados, como palestrante, instrutor e consultor de melhorias especificas do varejo, desenvolve a mais de 17 anos o conceito de autoliderança aos varejistas mineiros. / ederson@evarejo.com



Confiança é a chave do relacionamento e vendas

Ao longo dos tempos, os administradores de supermercados vem tentando encontrar a maneira ideal e rentável de gerir as empresas. O mercado definiu  parâmetros e índices de avaliação de desempenho dos supermercados como referencia para o segmento. Quando chego em uma empresa para começar uma nova consultoria a pergunta do empresário sempre é:

Qual o melhor valor de produtividade por funcionário?
Sempre respondo como outra pergunta:
Sua empresa vende produtos ou serviços?

A resposta a esta pergunta interfere diretamente na resposta ao empresário. Empresas que focam seus resultados somente em índices pré-definidos pelo mercado de forma isolada e independente, interpretam valores insuficientes para elaboração de uma estratégia eficiente. Estes valores são importantes quando avaliados juntos, pois sinalizam uma tendência de comportamento e preferencia de compra do cliente.
A empresa deve elaborar uma estratégia para conhecer as necessidades de seus clientes e desenvolver um relacionamento direto com os mesmos criando uma relação que vai muito além da troca de produtos ou serviços.

A tempos as mudanças na forma de se relacionar vem se alterando. Antes as empresas eram orientadas a produção. Produtos seriam vendidos independente da características do produtos ou das necessidades dos clientes, ou seja, as empresas empurravam os produtos para os clientes (infelizmente ainda temos algumas empresas que acreditam nisso).

Hoje, os consumidores tem com gostos e opiniões mais seletivas. O trabalho de conquista de novos clientes fica mais difícil e oneroso (uma vez que estes só estão substituindo os que estão saindo). Neste caso, as estratégias de retenção dos clientes são mais eficazes que conquistar novos.

Treinar e capacitar a equipe de colaboradores é o investimento que forma a cultura organizacional, política de valores, mais barato e mais duradoura na empresa.

“A loja vende porque eu conheço o meu freguês!” – disse um cliente de nossa empresa (EVAREJO). Esta simples fala representa um tempo nostálgico que ainda é aplicável e defendida nos dias de hoje. Mas o que está escondido por trás desta frase que está cada dia mais raro: a confiança.

A palavra chave do relacionamento é a confiança, pois a relação só se perpetua entre os personagens caso haja entre eles a confiança e valores semelhantes. Por isso, faço um convite aos leitores, tentar responder as seguintes perguntas:

O seu cliente e funcionários confiam em sua empresa?
A sua empresa confia em seus clientes e funcionários?

O bom relacionamento começa a ser foco das empresas com o intuito de manter a lealdade de seus clientes.
E você, já pensou em manter a lealdade de seus clientes?
Pense nisso e boas vendas!

AlexNunes

Alta rotatividade... sintoma de seleção mal feita!



O alto índice de rotatividade no setor supermercadista não deve ser atribuído ao baixo nível de profissionalismo das pessoas, não deve ser atribuído à inexperiência e tão pouco à falta de vontade e de comprometimento desses colaboradores. Vou direto ao assunto: Estamos demitindo gente que não deveria ter sido contratada! Isso mesmo! Estamos perdendo tempo solucionando problemas que nós mesmos estamos criando.

Em minhas consultorias em RH pelos supermercados do estado, me deparo o tempo todo com as dificuldades de recrutamento e seleção. Enquanto não implantarmos um departamento de recursos humanos com caráter estratégico em nossas empresas, os processos não acontecerão de forma padronizada, e como sabemos qualquer setor sem processo definido está fadado ao fracasso.

Percebo que a grande maioria dos supermercados inicia um processo de seleção quando estão necessitando de preencher a vaga. Veja bem, enquanto você estiver selecionando pela necessidade e sob pressão, as chances de contratar errado aumentam e muito. O processo correto de seleção inicia-se pela rotina de entrevistas que devem ser feitas semanalmente dentro de sua empresa. Crie um banco de candidatos aprovados para cada cargo existente em sua loja. Profissionalize suas contratações, estabelecendo uma descrição e análise de cargos, ou seja, sabemos que cada função exige um tipo psicológico diferente para ser exercida, e isso deve ser levado em consideração no momento da contratação.


As pessoas produzem mais onde elas se sentem felizes. Disponibilize um ambiente agradável, digno aos seus colaboradores. Contratar certo exige tempo, consulte fontes pessoais, últimos empregos, consulte a escola, a faculdade. Enfim, você está contratando uma pessoa para jogar no seu time, então saiba tudo sobre ela. Certifique-se de que os sonhos dessa pessoa (principalmente a curto e médio prazo) estão alinhados com a missão da empresa. Proporcione um trabalho que faça sentido na vida desse candidato. Dessa forma a retenção de talentos será mais eficaz.

André Tomé

Para sobreviver, quais são as tendências que as lojas precisam buscar?

A competitividade impõem que tenhamos novos formatos de lojas. O desenvolvimento continuo da tecnologia dentro de nossas lojas nos ajuda a eficiência das lojas.

Mas apesar de tanta tecnologia e que agreguem valor a loja ainda  é o contexto humano fundamental para o ótimo desempenho de vendas no ponto de venda.

Pesquisas apontam que os nossos consumidores gostam e compram mais em lojas que tem atendentes e operadores de supermercado motivados, qualificados e dispostos a atendê-los.

Três tendências são hoje uma constante no varejo: a busca por personalização, a inovação e a gostar de gente.

Personalização
Hoje em dia, com o uso intensivo de tecnologia em nossas lojas, a personalização pode ser massificada e os supermercadistas devem tirar proveito disso, armazenando muitas informações do cliente final e alimentando banco de dados com preciosos individuais.

A mais conhecida entre nós é as personalização que algumas lojas estão permitindo seus clientes a escolha das estampas diferenciadas e se possível com seu nome bordado no próprio produto.

Inovação
Quase sempre ligamos inovação à tecnologia, ciência e anos de pesquisa. Mas muitas das vezes ideias baseadas em baixa tecnologia impactam tanto quanto as mais sofisticadas.

O layout é uma característica particular de cada loja, mas o que se pode apontar como tendência é a loja de proximidade, ou seja, as lojas tendem cada vez mais entender o seu consumidor e passam a oferecer produtos e serviços que vão proporcionar a ele um atendimento especial, não tendo de se deslocar para distâncias maiores para se abastecer; como a inovação de trazer e retornar com o cliente a sua casa.


Gostar de gente
As pessoas realmente tendem a olhar os produtos nas lojas, onde podem ter experiências sensoriais com o produto, e vão buscá-lo na internet, por causa dos preços mais atraentes e da comodidade. Daí a importância dos supermercadistas conectarem suas operações diretamente com os clientes, pois não se faz supermercados sem funcionários, sem gente.

Uma posição sólida na mente dos clientes está reservada para os que conhecem os clientes em profundidade e buscam a inovação e a diferenciação com pessoas, de forma a tornar a experiência de compra um momento inesquecível.

E somente pessoas podem fazer isso; e pessoas motivadas.

Ederson Varejo

Crianças no ambiente de loja, uma oportunidade de Crescimento

É cada vez menor a taxa de natalidade brasileira, as poucas crianças que nascem tem grande importância e participação na decisão de compra das famílias. O mercado mudou, e são as crianças o novo shopper dos supermercados, prontos para escolher e influenciar a compra dos pais. As lojas estão preparadas para receber esse comprador?

É desafiador, mas a princípio as crianças são identificadas como as que atrapalham a compra dos pais, mas elas são na verdade as aliadas para que venda mais. É por isso que temos visto uma explosão de ações realizadas pelos fornecedores para colaborar com a venda no ponto de loja.  

Ao receber as crianças no seu ambiente de loja, elas estão prontas pra enfrentar o novo, encontrar tudo o que elas querem em um só lugar. A observação é o primeiro exercício praticado por elas, onde existe a interação e o contato com todos os seus sentidos. Todos nós já presenciamos a segunda prática, que é a de pedir. A exposição dos produtos passa a ser o convite para que desperte no comprador o estímulo de ter o mesmo produto anunciado na TV. A criança quando financeiramente depende dos pais não seleciona por preço, e sim pelo estímulo. Diferente da criança na terceira prática, que ao receber algum dinheiro compreende que o supermercado é um ambiente de troca. Os produtos e sua disposição, levando em conta o lay-out e as embalagens dos produtos, passam a estar de acordo com a necessidade e o seu desejo.  Isso não quer dizer que os pais vão deixar de opinar na compra das crianças, somente na adolescência a independência desenvolve por completo.

Satisfazer esse comprador hoje permite que ele seja fiel à sua loja. Com a facilidade de estudos e trabalho na cidade e região, os filhos continuam morando mais tempo com os pais e colaboram na compra da família. Agradar a necessidade hoje das crianças para manter fiel pra sempre é o fator importante para os supermercadistas.

Evite rupturas, sua gôndola tem o mesmo poder do comercial de TV. Observe a necessidade dos pais, se é preço ou marca, e se coincide com o que a criança está querendo. Se é inviável para o supermercadista uma oferta na TV, não deixe que isso seja um empecilho para a comunicação. Trabalhe então com ações no ambiente de loja, se é a marca, cores e sentidos que despertam estímulos no shooper a dica é, através de oficinas, degustação, fantoches, concursos entre outros, você agrada a criança hoje e mantém ela fiel.

Os supermercadistas estão prontos para influenciar o comportamen
to do shopper, e não apenas comprar, e isso passa exigir mudança na nossa forma de trabalhar. A começar quando olhamos para os pequenos consumidores como oportunidade de crescimento e fidelização.

Henrique Lourenço Pena

Atitudes e ações proativas de liderança

1- Participar efetivamente da montagem do time

A composição da equipe é um momento crucial e por isso é imprescindível que o líder participe dessa elaboração. È necessário que o candidato ao ingresso na empresa seja estudado e analisado do ponto de vista não só técnico, mas também comportamental. Essa tarefa deve ser realizada pelo RH em conjunto com as lideranças de cada setor.

2- Conhecer o perfil de cada integrante da equipe
Para a melhor resolução de conflitos, o líder deve ter conhecimento sobre o perfil de cada integrante de sua equipe. Entender como cada pessoa age e reage a intervenções e imposições. Ter essa postura contribuirá para que a liderança seja realizada de forma mais humana e compreensiva, visto que o líder terá mais informações sobre os aspectos psicológicos de cada pessoa.

3- Administrar conflitos internamente
Um dos papeis fundamentais do líder é o de proteger seus liderados e dar suporte para que os mesmos trabalhem de forma leve e agradável. No dia-a-dia de uma empresa e natural que exista conflitos entre as pessoas. Para tanto, um bom líder deve ter a sensibilidade de administrar cada problema conforme o perfil dos envolvidos. Nunca devemos padronizar a gestão de pessoas, pois cada situação exige uma visão diferente. A regra de ouro desse quesito é simples, proteger os liderados de situações desconcertantes e constrangedoras. Manter discrição e sigilo nas relações pessoais e profissionais da equipe faz de um líder um companheiro, um porto seguro a todos dentro da empresa. Exemplos práticos: 
a) Evitar comentários negativos referentes à equipe
b) Manter discrição e sigilo no que se refere às dificuldades e limitações de cada membro da equipe
c) O líder não é ouvinte e muito menos locutor da rádio peão. Fuja de conversas de corredor.

4- Saber quando e como delegar funções corretamente
A ansiedade excessiva pelo resultado faz com que os líderes muitas vezes centralizem as ações. O acúmulo de funções gera estresse e frustação. Trabalha-se em equipe por um motivo básico, cada pessoa é detentora de uma habilidade distinta, diante disso, se ganha em estímulo o líder que explora os pontos fortes de cada integrante da equipe. Delegue funções às pessoas com perfil para a realização de cada tarefa e não se esqueça de supervisionar sempre.

5- Capacidade de planejamento
Para cada 10 minutos de planejamento economiza-se 1 hora de execução. O briefing (coleta de informações) é um momento estratégico que exige toda a atenção e visão das lideranças. Envolva a equipe nesse momento, explore a capacidade, a inteligência e as opiniões de cada integrante do time. Coloque em prática a estratégia do brainstorm (chuva de ideias). Estimule o pensamento estratégico e a interação no projeto. Dessa forma o líder terá elementos para uma operação de resultados com pessoas mais comprometidas. 

6- Comunicação Eficaz
Para se obter excelência em qualquer atividade de liderança é necessário uma comunicação assertiva.( falar de forma branda e na hora certa) Saber se expressar o que se pensa, por incrível que pareça é um desafio de muitos lideres nos dias de hoje. Algumas pessoas detêm bastante conhecimento, mas se perdem ao comunica-lo ao mundo. O líder deve ter em mente que sua capacidade de comunicar determina seu sucesso ou fracasso diante de uma equipe. 

7- Agilidade e ação – reuniões resolutivas
Reunião...reunião...reunião...obviamente elas são fundamentais, porém, devem ser resolutivas e com o único intuito de planejar ações. Mesmo as reuniões corretivas, devem ser estratégicas. Abordando os temas de forma coletiva e democrática para que a solução venha a tona. Os clientes não esperam, a equipe deve sempre buscar em menor tempo possível solucionar problemas. Para tanto, necessário é uma boa dose de agilidade. Ao líder cabe orientações pontuais a fim de tornar os processos mais rápidos.

8- Apoio e proteção à equipe
Meu grupo, minhas regras. O time deve estar fechado e com as ideias alinhadas. O líder como o comandante das ações deve atentar-se às interferências externas (clientes, diretores e colegas mal intencionados). Ofereça proteção ao seu liderado, lute pelo seu direito e ofereça apoio em qualquer situação. Ganhe a confiança de sua equipe, atuando como um facilitador de seu trabalho. Demonstre afeto e segurança a todos e será sempre respeitado e bem visto na empresa.

9- Liderar é administrar pressão
Todo trabalho tem seu nível de pressão e estresse. A função do líder no decorrer do dia é tornar o clima mais agradável na empresa. A obrigação de entregar no prazo, a cobrança pelo atendimento de qualidade e o convívio entre as pessoas de um mesmo setor são fatores desencadeantes de conflitos e sentimentos negativos. Seja um líder positivista! Encare os problemas como desafios e procure o tempo todo compartilhar as dificuldades para que as pessoas se sintam confortadas.

10- Saia da operação – amplie seu campo de percepção
Já dizia o ditado que quem tá dentro do problema não consegue enxergar a solução. Correto! Por isso o líder deve sempre ter uma atitude gerencial e não operacional. Obviamente, arregaçar as mangas e contribuir, auxiliando em alguns momentos o trabalho pesado dos liderados é importante, porém, não ocupe todo o seu tempo nessa função. Amplie seu campo de percepção! Seu papel é informar e facilitar.

11- Motive a sua equipe 
Para que o líder consiga motivar seu pessoal, é necessário conhecer profundamente cada integrante da sua equipe. Como já descrevi, é fundamental conhecer o perfil do liderado. O entusiasmo é uma atitude contagiante, portanto, faça a diferença. Para se ter uma equipe comprometida, seja comprometido. Para se ter uma equipe motivada, seja motivado. Demostre prazer pelo trabalho, paixão pela empresa, leve palavras de incentivo aos seus liderados a todo o momento. Mesmo diante de tempestades, os lideres ainda precisam emanar esperança. Deixe claro que você acredita na capacidade de cada um na equipe. Faça reunião para discutir sentimentos e sonhos. Alinhe os objetivos das pessoas aos da empresa.

12- Ouvir, sempre!
Nunca faça nenhuma intervenção no trabalho de algum integrante de sua equipe sem antes ouvi-lo. Lembre-se será ele quem executará, portanto é fundamental que ele participe do planejamento. Ao resolver conflitos e problemas operacionais proceda da mesma forma, ou seja, ouça primeiro seu liderado e depois todas as outras pessoas envolvidas no problema. Isso é proteger a equipe, é demonstrar confiança ao seu time. 

13- Reconhecimento e valorização
Nenhum trabalho dever chegar ao fim sem a devida comemoração pelo resultado alcançado. Promova situações de reconhecimento ao esforço. O bom líder sabe o poder das palmas a um funcionário que da uma boa ideia. Um café da tarde especial para uma equipe que cumpriu o prazo do cliente. Comemore! Crie uma cultura de valorização em sua equipe.

André Tomé
Consultor Evarejo

Inventário Rotativo porque?

Um bom inventario pode trazer uma série de benefícios para sua loja e entre eles está a maior pressão que o governo está executando em cima dos varejistas para conhecimento do seu estoque.

Não por acaso isso também gera oportunidade de reduzir expressivamente suas rupturas e conhecer melhor suas perdas.

Assim sempre em treinamento discutimos qual a melhor forma de executar um inventario e quais os processos que devemos adotar?

O processo consiste na contagem de mercadorias de toda loja, o que normalmente é escolhido pelo lojista para os finais de semana ou mesmo dia de menores vendas, pois este dia a loja estará pronta para o inventario e não para as suas respectivas vendas. (processo já apresentado no nosso blog)
http://gerentedeloja.blogspot.com.br/2013/01/procedimento-para-fazer-o-inventario-do.html

Depois de bastante debate, resolvemos assim adotar com alguns varejistas o processo mais adequado para se ter resultado nas lojas o “inventario rotativo”, o qual estão sendo aprovado por várias redes de supermercado no Brasil.

O inventario rotativo, diferente do inventario que executamos algumas datas especificas, tem sua particularidade a periodicidade menor e com segregação da loja em várias partes, ganhando assim mais produtividade e mais eficiência para o comercial e para os gestores de lojas. Ao permitir ajustes no estoque, o inventário ajuda o comercial a calibrar bem as compras, a negociar as trocas com fornecedores e a identificar produtos encalhados que podem ser cortados do mix ou mais bem trabalhados no PDV.

Já para a gestão da empresa com o inventário se torna possível lançar e compreender valores de perdas contábeis com mais confiança, o que favorece no pagamento do imposto de renda previsto pelos tributos da empresa que se encontra no lucro real.

Como se deve fazer?

Todos os dias, uma seção deve ser alvo de inventario. Obedecendo é claro alguns critérios como a curva ABC de sua loja alimentamos o máximo possível de SKU´s que sua equipe comporta contar.

A curva A tem seu inventario diário e tem que ter fechamento semanal, já as outras curvas como B com aproximadamente 30 dias e a curva C a cada 60 dias. Mas não podemos esquecer que os Produtos de Alto Risco (PAR) devem ser mais criterioso pois podem ser alvo de clientes externos e internos de nossas lojas.

O inventario rotativo, pode ser realizado após o fechamento da loja ou antes da abertura, por uma equipe especializada da loja e que é denominada como prevenção de perdas da empresa. Particularmente adoramos este processo, antes da abertura da loja, pois é o momento em que estamos mais descansados e confortavelmente melhor para a pratica de inventario de uma loja.

Outro critério é a organização e layoutzação da loja que deve ser padronizada afim que nada fuja da contagem da categoria. Ou seja, o segredo de um inventario é sua organização, pois este dá maior credibilidade aos dados e a equipe que está gerindo o projeto de combate as perdas da empresa.

Assim que identificamos os erros e possíveis divergências de números (Fisico e Sistema) o profissional de perda apura os motivos e relata em Boletim de Ocorrência aos diretores e gestores de lojas para que definam quais as ações devem ser tomadas evitando a repetição deste erro; então eles são responsáveis pela organização das informações no sistema conforme os dados da contagem física.

Como em muitos lugares nós adotamos a equipe do próprio supermercado, achamos por bem não executarmos esta ação na época festiva do natal. E também estes números ficam relativamente atrelados aos resultado de sua equipe, se um setor o índice apresenta melhor desempenho ele é brindando com uma premiação que agrega ao seu salário e consequentemente aos seus benefícios. E em dezembro, as lojas já possuem bastante trabalho em vendas é um mês que adotamos investimento em estoque.

Como acostumamos sempre informar nossos clientes: não existe milagre e sim “catequese” da equipe. Para isso este projeto tem a demora de um ano de retorno para sua loja (estoque físico x estoque do sistema) que começam com 20% de itens com diferenças, costumam cair para a faixa de 7% a 5% e que dá assim uma maior credibilidade para os números do sistema.

 A busca chave deste inventario não é somente o combate a ruptura mas conforme já informei a busca incessante pelo menor número de valor de perdas no mercado. Se você não realiza inventario consequentemente não consegue destinar um objetivo de perdas para sua loja ou empresa.

Se você já executa o inventario, proponho buscar números expressivos no mercado para nortear sua equipe:
  • FLV considere 5% como número aceitáveis
  • Açougue leve em consideração apenas 4%
  • Laticínios e padaria tem aceite de 1,5%
  • E o restante da loja apenas 0,5%

Se não executa o inventario, proponho  que entenda o tópico abaixo:

"O BLOCO H destina-se a informar o inventário físico do estabelecimento ao FISCO. Deve ser preenchido obrigatoriamente pelo contribuinte por ocasião da realização do inventário, que ocorre, pelo menos, uma vez por ano.
Com a obrigatoriedade de entrega da EFD ICMS/IPI essa informação se tornou obrigatória 2 vezes referente ao mesmo ano calendário, ou seja, no ultimo dia útil que antecede o mês da obrigatoriedade da declaração e ao ultimo dia do ano calendário.
 Exemplo:
Inicio da obrigatoriedade da empresa em entregar a EFD ICMS/IPI a partir da Competência OUTUBRO de 2012 - informar estoque até 30/09/2012
E na entrega da competência FEVEREIRO/2013 deverá ser informado o estoque referente a DEZEMBRO/2012, ou seja neste exemplo a empresa deverá informar o INVENTÁRIO duas vezes referente ao mesmo ano calendário.
RETIFICAÇÃO
As empresas que tiveram o início de sua Obrigatoriedade de entregar EFD ICMS/IPI a partir da competência OUTUBRO/2012 e não informaram ou precisa retificar o valor de seu estoque:
até 30/09/2012 na declaração de OUTUBRO/2012 -deverão retificar sua declaração até o prazo máximo de 30/04/2013 (prazo legislação).
até 31/12/2012 na declaração de FEVEREIRO/2013 - deverão retificar sua declaração até o prazo máximo de 31/05/2013 (prazo legislação)."

Ederson Varejo
@edersonvarejo


Uma lição do peixeiro aos vendedores!

Eram dois amigos inseparáveis. Sócios ainda por cima, o negócio era uma banca que vendia peixes. As funções muito bem definidas, Lourenço era o pescador. Todas as manhãs pegava sua canoa e se enveredava pelos rios e lagos em busca do produto que fomentava a boa clientela local.

Silvio, sujeito carismático, comunicativo e bastante empenhado nos resultados da banca de peixes era o vendedor. Passava o dia todo no estabelecimento, que por sinal, era bem localizado e sempre recebia bastantes encomendas, pois trabalhavam apenas com entregas ao longo da semana.

Todas as tardes, Lourenço trazia para a banca, em uma grande caixa térmica, toda a sua produção do dia, e a entregava ao eficiente vendedor que rapidamente já despachava as encomendas, e com a mesma volúpia cuidava de vender os poucos pintados, tilápias, traíras e outros que sobravam, ali mesmo.

Há alguns meses, Silvio já não se encontrava satisfeito com a pescaria de Lourenço:
- Meu amigo, precisamos conversar sobre sua pescaria, há tempos não traz a quantidade suficiente para antedermos toda a demanda de nossos clientes. Alguns já estão reclamando!
Lourenço, ofendido com a colocação do amigo, e com os constantes atritos que essa situação estava causando, foi enfático:
- Pesque em meu lugar, vá à “caça” e veja se consegue fazer melhor. Sempre quis experimentar vender. Penso que isso será saudável para nós. Viver as dificuldades de cada função.

Passaram-se um, dois, três dias e Lourenço notou a dificuldade do amigo para satisfazer seus pedidos. Depois de uma semana a conversa foi inevitável.  Em uma noite bastante tensa depois do expediente da banca, os dois se reuniram para pôr um fim a essa situação.

- Silvio, algo precisa ser feito, os clientes voltaram a reclamar, você em nenhum momento conseguiu pescar o suficiente para cobrir minhas vendas. Reclamou Lourenço.

Em meio ao empasse, os dois colocaram-se a pensar. Vejamos alguns conceitos que faltavam aos amigos. O pescador pescava para vender. O vendedor vendia para pescar.
Lourenço, o pescador, ia até onde dava, não ia além, não estava ameaçado. Não se doava porque não necessitava disso. O ambiente em que ele trabalhava também era propício ao sossego. Calmaria, o barulho das águas, as borboletas, o cantarolar dos pássaros, tudo levava o nosso amigo à zona de conforto. Existia outro fator que era preponderante para sua ineficiência, o pescador não sabia o quanto ele tinha que produzir. Consequentemente, não estava comprometido com os números, com as encomendas do dia seguinte. Lourenço simplesmente pescava a fim de levar os peixes para a banca.

Por outro lado, Silvio, o vendedor, trabalhava em ritmo alucinante, era movido pela energia do comércio da rua, pela movimentação financeira que presenciava. Ficava sempre a observar a concorrência, analisando seus resultados, por isso sempre se desdobrava para vender mais. Silvio vendia, se comprometia, gerava expectativas e contava com a pescaria de Lourenço, este por sinal, operava em outra frequência.

Após essa reflexão, os amigos não só conseguiram compreender as diferenças de cada um, como restabeleceram a ótima amizade e, além disso, dobraram o faturamento. Simples. Resolveram agir juntos.  

Hoje, Lourenço e Silvio se uniram nas ações e vendem com toda a energia na segunda-feira e juntos, pescam com toda a intensidade na terça. E assim sucessivamente durante a semana.

Moral: Seja sempre peixeiro (vendedor de peixes) e nunca pescador. O peixeiro vende o peixe e se lança à pesca com todas as suas forças. Já o pescador, só conseguirá lucrar com a venda limitada dos peixes que já tem pela sua pesca. 

André Tomé
Palestrante e Consultor da evarejo
andretome@evarejo.com


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